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Sobre o Google é gratuito para usuários do Reino Unido e Inglaterra acessarem o antigo Bard, seu chatbot com inteligência artificial. Ele Olhar Digital obteve testador e hardware; confira abaixo o que achamos dele.
Sobre o Bard é a aposta do Google no segmento de modelos de linguagem com tecnologia AI, e a resposta da empresa ao ChatGPT é o OpenAI (que foi integrado ao mecanismo de busca Bing da Microsoft).
O Bard ainda é um projeto em desenvolvimento e é fácil notar. Ele é atualmente limitado apenas ao idioma inglês – chatbot diz entender outras línguas, mas não é possível nada perguntar em português – e sua própria interface deixa bem claro que erros podem ser descobertos. O Google ainda alerta que o chatbot pode ser “ofensivo” em alguns pontos, mas não encontrou nada do tipo durante o teste.
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Bardo: múltiplas opções para reações rápidas
Para abrir a página do Bard, o usuário digita o comando direto em uma janela de conversa com o chatbot. É só digitar e esperar pela resposta. Como resposta, alias, proponho acesso rápido a bate-papos ChatGPT, sites de modelos de linguagem ou sites do Bing.
Outro diferencial para o principal concorrente é que o Bard oferece três opções de respostas: no canto superior direito da janela de conversa, é possível trocar a mensagem enviada pelo chatbot por outras duas, que são chamadas de “rascunhos”. No geral, são respastas Similares, mas podem conter diferenças no tom e até nas informações exibidas.
Um exemplo: pediu para o chatbot sobre ou futebol brasileiro. Ele me disse que nossos jogadores estão entre os mais talentosos do planeta, e citou quatro nomes. Minha primeira resposta foi Pelé, Garrincha, Ronaldo e Neymar. Na segunda, Neymar deu o lugar e Kaká. Na terceira, era Zico quem completava a lista.

Ainda nos Questionamentos sobre futebol, sobre Bardo conseguiu oferecer duas respostas incorretas a uma mesma pergunta. Questionei quantas vezes o Brasil foi medalhista de ouro no futebol nas Olimpíadas. A princípio, aquele Bardo disse que foram 7 vezes. Fix chatbot notificando você de novos apenas duas. E aí vieram mais incidentes indiretos: em uma das respostas, o Brasil ganhou ouro em 1958 e 2021. Em outra, em 2004 e 2008. Na terceira, nenhum ano foi citado – mas ok. Como o Brasil ainda conquistou duas medalhas (em 2016 e 2020 – pela edição realizada em 2021), omitir os anos ao menos evitou dar respastas erradas, como foram as outras duas.
Para minimizar a disseminação de informações erradas por Bard, o Google inclui um botão “Google it” para o usuário pesquisar o tópico em discussão. Não é o ideal, mas ao menos algo está pensado.
Assim como o ChatGPT e o Bing Chat, o Bard pode vir a ser uma ferramenta poderosa, mas, no momento, ele ainda tem muitas restrições e limitações. Além disso, a questão da desinformação precisa ser levada basstante a sério por desenvolvedores e empresas aplicadas e essas ferramentas.
Sobre o Google é praticamente sinônimo de pesquisa de hoje, e mesmo assim ainda há casos de desinformação se espalhando em suas páginas de resposta. Se o Bard puxa grande parte das informações das buscas para o Google, é de se esperar que ele também acabe exibindo vez ou outro algo equivocado.
Resta saber o que a empresa fara para que, quando o Bard enfim for uma ferramenta completa, ele saiba lidar bem com essa questo, para Impedir que ainda mais dezinformatação seja espalhada pela web – um problema sério que persiste há anos.
Minha imagem: gguy/Shutterstock
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